Este material em formato de ebook, traz um conteúdo resumido de normas, instrumentação e procedimentos para o aprendizado de desenho técnico mecânico, em nível técnico e superior. Grave em seu celular.
Este caderno de atividades complementa o ebook com atividades de desenho técnico práticas. Você pode imprimir as atividades. Use formato de folha A4 em escala 100%.
O desenho técnico é uma atividade onde aplicamos técnicas e regras (normas) para criação dos desenhos. Para a aplicação da técnica, se faz necessário o uso de uma instrumentação adequada para o desenvolvimento do trabalho. Descreveremos os instrumentos que vamos utilizar no nosso curso.
Lapiseira: evolução do lápis, este instrumento facilita o traçado das linhas pois, não necessita de afiação constante, e mantém a espessura do traço mais uniforme. Encontramos várias medidas de lapiseiras, (0,3; 0,5; 0,7; 0,9 mm) que na verdade se referem ao diâmetro do grafite utilizado. Para definir um traço como estreito ou largo, que são as larguras de linhas definidas pela norma brasileira, combinamos a medida de grafite adequada (lapiseira) com a dureza do grafite.

Por "H" entende-se "Hard" - uma mina dura.
Por "B" entende-se "Brand" ou "Black" - uma mina macia ou preta.
Por "HB" entende-se "Hard/Brand"- uma mina de dureza média.
Duros: H, 2H, 3H, 4H, 5H, 6H, 7H e 8H. Traços claros.
Médio: HB.
Macios: B, 2B, 3B, 4B, 5B, 6B, 7B e 8B. Traços escuros.

Compasso: Utilizado para o traçado de arcos e círculos. A precisão do traçado é dada pela qualidade do instrumento, dureza e afiação do grafite. Seu manuseio deve ser feito de modo delicado, mas firme, com atenção no seu posicionamento.
Esquadros: São utilizados para o traçado de linhas paralelas, perpendiculares e em ângulos diversos, conforme a combinação deles.
Para que o esquadro e alinhamento das linhas fique perfeito, use sempre a folha presa na mesa, e os esquadros apoiados na régua paralela, ou uma régua fixa e alinhada a margem.


Régua: Instrumento que deve ser utilizado somente para a marcação de medidas, e não como apoio ao traçado. Sua graduação normalmente é feita em milímetros. Pode ser confeccionada em madeira, termoplásticos ou lâminas de aço.
Borracha: Procure utilizar as brancas e macias para evitar marcas no desenho. Mantenha-a sempre limpa. Cantos na borracha ajudam a apagar detalhes com mais precisão, por isso, quando ela se desgastar com arredondamentos em todo o seu contorno, providencie uma nova.


Escalímetro: Instrumento utilizado para facilitar a marcação de medidas em várias escalas, tanto de ampliação como de redução. Como a régua, também não deve ser usado como apoio em qualquer tipo de traçado.
Folhas de desenho pré-impressões devem ter dimensões e características muito bem definidas, como posição e dimensões da legenda, margens, escalas, malhas de referência e marcas de corte. O formato para uma folha de desenho da série "A", é um retângulo de área igual a 1 m², e lado maior igual a raiz de 2 vezes o lado menor. A figura abaixo ilustra esta relação:

Começando pelo formato básico, as folhas do formato "A" vão se dividindo em folhas menores, sempre mantendo a proporção. Fazemos a divisão cortando a folha ao meio no lado maior. Começando pelo formato básico A0 (de 1m²), teremos as dimensões das folhas nos formatos menores.

A legenda deve conter a identificação do desenho, como número de registro, título, origem, e deve estar situada no canto inferior direito. A legenda deve ter 178 mm de comprimento, nos formatos A4, A3 e A2, e 175 mm nos formatos A1 e A0. As margens esquerda e direita devem ser traçadas a partir da borda do papel e são definidas segundo o tamanho do formato; a margem esquerda serve para ser perfurada e utilizada no arquivamento.

Quando fazemos o dobramento de uma cópia da série "A" de formatos, o tamanho final da folha dobrada deve ter as dimensões do formato A4 (210 x 297 mm).
A sequência de dobras segue medidas pré-determinadas para cada formato, e o resultado final deve garantir que a legenda fique visível.
Para dobramento de folhas maiores que A0, ou de formatos fora das dimensões da série "A", é importante que a cópia dobrada esteja no padrão do formato A4.
Veja o exemplo de dobra de cópia A0, na figura a seguir.

Uma das premissas de se normalizar a escrita técnica, é garantir a legibilidade e a uniformidade da escrita, para que não haja erros na interpretação do texto. A ocorrência de informações escritas manualmente em desenhos hoje em dia, é muito pequena, já que todo o texto será criado pela própria ferramenta C.A.D. Mesmo assim, sempre será preciso transferir informações em croquis, e documentos não registrados, o que nos obriga a dominarmos este tipo de escrita. A escrita pode ser vertical ou inclinada, em um ângulo de 15° para a direita em relação à vertical. Veja os exemplos a seguir:


As larguras de linhas são definidas em dois tipos, estreita e larga.
A linha larga deve ser escolhida conforme o tipo, dimensão, escala e densidade de linhas no desenho.
A linha estreita deve ter metade da medida da linha larga.
Para impressão de um desenho, devemos associar cores às larguras diferentes, conforme a seguinte relação:
Conheça um pouco sobre sobre os personagens da história que desenvolveram os conceitos modernos de projeção
Desenvolveu conceitos sobre a Geometria Diferencial de curvas e superfícies do espaço.
Parte da Matemática que tem por fim representar sobre um plano as figuras do espaço, de modo a poder resolver, com o auxílio da Geometria Plana, os problemas em que se consideram as três dimensões.
Surgimento da Geometria Descritiva.
Estudar os métodos de representação gráfica das figuras espaciais sobre um plano.
Construção de vistas, obtenção das verdadeiras grandezas de cada face do objeto através de métodos descritivos e também a construção de protótipos do objeto representado.
A palavra projeção vem do latim "projectione". Projeção é o processo pelo qual se incidem raios sobre um objeto em um plano chamado plano de projeção. A projeção do objeto é sua representação gráfica no plano de projeção. Como os objetos têm três dimensões, sua representação num plano bidimensional se dá através de alguns artifícios de desenho; para tanto, são considerados os elementos básicos da projeção: Plano de projeção, Objeto, Raio projetante, Centro de projeção.
Os sistemas de projeções são classificados de acordo com a posição ocupada pelo centro de projeção. Esse centro pode ser finito ou infinito, determinando: Sistema Cônico e Sistema Cilíndrico.
Se os raios luminosos provêm não do infinito, mas de uma fonte O à distância finita (centro óptico), o contorno do objeto que se obtém num plano de projeção muda de dimensões conforme a posição da fonte 0.


Sistema cilíndrico de Projeções: projeção de centro próprio, observador no infinito.
A projeção cilíndrica pode ser ortogonal ou oblíqua. O sistema de projeção oblíqua efetuada no plano pode acarretar perdas de informações e erros de interpretação.
Supõe-se que uma superfície do objeto seja colocada paralelamente a um plano posterior a ela. Imagine-se agora, que a figura seja iluminada por uma fonte luminosa colocada à distância infinita e perpendicular ao plano; consequentemente, os raios r que provêm da fonte são paralelos entre si e ao mesmo tempo perpendiculares ao objeto e ao plano de projeção; eles reproduzirão, no plano, uma imagem com o mesmo contorno e a mesma grandeza do objeto, chamada projeção ortogonal do objeto no plano.

Portanto, na projeção ortogonal o objeto considerado se reproduz em verdadeira grandeza. Todas as informações sobre uma peça através de uma representação feita em desenho técnico, devem ser transmitidas a partir das suas características e grandezas reais com precisão e fidelidade. Isso é feito através da projeção ortográfica. Veja o resultado da projeção do plano "A", onde A'= A.

Uma reta paralela ao plano de projeção, terá sua projeção ortogonal no plano de projeção, da seguinte forma, onde R'=R:

Na projeção cilíndrica ortogonal as projetantes partem do infinito e têm direção ortogonal em relação ao plano de projeção, isto é, formam com o plano um ângulo de 90º. A projeção (B') é sempre ortogonal ao plano de projeção. Neste exemplo, apesar do plano B não ser paralelo ao plano de projeção, a figura projetada é o resultado da projeção ortogonal ao plano de projeção, onde B'< B.

O Sistema Mongeano utiliza uma dupla projeção cilíndrico ortogonal com 2 planos perpendiculares entre si, um plano horizontal e um plano vertical. A intersecção desses planos determina a Linha de Terra (LT). Os planos determinam 4 diedros no espaço, numerados no sentido anti-horário.


Para representação no plano bidimensional, Monge rotaciona o plano horizontal em 90°, fazendo-o coincidir com o vertical (rebatimento).
A representação resultante é chamada de épura.
Na épura: As projeções de um ponto pertencem a uma mesma reta perpendicular à L.T. (linha de chamada).
A COTA é a distância de um ponto ao Plano Horizontal (PH)
O AFASTAMENTO é a distância de um ponto ao Plano Vertical (PV)
Um objeto pode estar localizado em qualquer dos quatro diedros que terá suas projeções horizontal e vertical. A Geometria Descritiva estuda essas projeções nos quatro diedros. Os elementos de projeção - plano, objeto, observador - têm uma ordem diferente em cada diedro e em relação a cada plano de projeção. Embora o observador esteja no infinito na projeção cilíndrica ortogonal, o mesmo foi colocado na ilustração para que se possa perceber melhor a ordem em que cada elemento está.
A ordem dos elementos de projeção é a seguinte em cada um dos diedros:

Desenho Técnico Mecânico -Nível 2-